Dica do romance Bom dia camaradas

Bom dia camaradas, de Ondjaki. Editorial Caminho. Lisboa, 2003. Capa de Ana Silva (pormenor de O Sonho, 2002).

Bom_dia_camaradas

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2 respostas a Dica do romance Bom dia camaradas

  1. Na capa deste livro e baixo o seu título, achamos escrita em pequeno a palavra romance; ainda que com 130 páginas de ficção seria uma novela antes que romance.

    O livro narra as recordações da infância do autor na sua Luanda natal, e em particular as últimas semanas dum ano de estudos. Retrata-se a sua família, os seus companheiros e professores, e a cidade de Luanda por volta de 1990; uma altura próxima ao final do longo conflito civil angolano, mas também uma altura na que é fácil receber um tiro dum polícia.

    Neste cenário são várias as histórias que se entrecruzam: as conversas com o velho cozinheiro, a visita da tia de Portugal, a amizade com os professores cubanos, a visita do inspector, o desfile do primeiro de Maio, a grande comoção causada pelo Caixão Vazio. O ambiente da escola é um ambiente que mistura ingenuidade, doutrina revolucionária, exagero e boato. Por momentos a narração vira satírica, por exemplo quando os alunos debatem se a visita que vai fazer o inspector pode ser chamada uma visita-surpresa ou não. Outros temas são o choque cultural a través da visita da tia de Portugal, os exageros que fazem difícil distinguir entre boato e realidade, e a despedida que produz-se ao final do ano de estudos.

    O autor narra duma maneira muito direita e amena, com muitas palavras angolanas; ao final disponibiliza-se um glossário de duas páginas que oferece o significado de muitas destas palavras, mas não todas. Os diálogos dos professores cubanos estão integramente em espanhol.

    Em resumo, um livro que é um bochecho de pura infância, descrita de maneira tão viva como si se estivesse a viver.

  2. Roberto G. diz:

    Sou estudante do B2 no Instituto Camões em Vigo, e esta fim de semana entreguei um trabalho sobre este romance. Gostei do livro, é fácil de ler apesar dos termos angolanos. É interesante ver como a guerra e a violéncia está detrás da história, e como as crianças a têm integrada na sua vida cotiá. Há que ter em conta que na altura Angola levava em guerra quase 30 anos, desde que no 1961 começara a guerra de independência.

    Para quem estiver interesado, o livro está disponível na biblioteca municipal.

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